Vontade de Deus? Pelo amor de Deus!

16/03/2012

Lendo Identidade (Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 2005, p.44), entrevista feita através de e-mails por Benedetto Vecchi ao também sociólogo Zygmunt Bauman – entrevista esta que lhe rendera este livro – pude dar razão ao pensamento alimentado por mim há algum tempo. Ao citar Rorty, inclinei-me, satisfeito, não apenas pelo prisma acadêmico, mas, sobretudo, humano. Notemos:


“Nossos filhos precisam aprender, desde cedo, a ver as desigualdades entre seus próprios destinos e os de outras crianças, não como a Vontade de Deus nem como o preço necessário pela eficácia econômica, mas como uma tragédia evitável.” (RORTY, Richard. Philosophy and Social Hope. Penguin Books, 1999, p.203)

Minhas mãos estão dadas à tese acima. A ideia clássica do mistério religioso deu lugar aos fatos, a uma realidade mais secularizada. Se resolvermos assumir honestamente, temos, numa linguagem bem comum, um Deus frágil, um Deus cuja força não se encontra na sociedade de modo mágico. Questiona-se diariamente as injustiças e diferenças sociais sem colocar as mãos no bolso e acionar os valores mais agudos do cristianismo (para os cristãos): “amar a Deus e ao próximo como a ti mesmo”.

A cada 5 minutos uma criança morre no mundo por causa da fome. O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) alertou em julho/2011 que meio milhão de crianças na África sofre de desnutrição severa e está em risco iminente de morte. Embora as informações sejam díspares pelas tantas fontes divulgadas, o fato está aí. Uma cidade capixaba investiu 8 milhões de reais em iluminação para o natal do último ano enquanto sua cracolândia é alimentada pela indiferença. Em cidades do interior do noroeste fluminense, a saúde é precária e seu sistema controlado por médicos que assumem alternadamente a prefeitura municipal. Escândalos políticos, privatizações, exclusões (...), são acrescidas à lista de questionamentos. Por que Deus permite? Onde Deus está?

O problema é esse: Deus não está. Desejaria. Talvez a declaração sirva como solução: Deus desejaria. Não cabe aqui uma ponte para o debate da ubiquidade. Definitivamente. O que está em pauta é o agir, a tomada de decisão, a mudança, a tentativa de equilíbrio. Aí Deus não está. Ao menos é o que salta aos olhos. Consegue perceber?

Revisitemos, pois, o evangelho de Marcos 12:30 pelo viés da pós-modernidade. Jesus acerta o foco: a ti mesmo. Como essa sociedade carpe diem (colha o dia) só se presta a pensar no si (aqui e agora), no enriquecimento particular, nas avessas das expectativas do outro, não se sabe até quando o mundo aguentará tanto descaso. Aliás, até o final do séc. XX (notem a generosidade), o problema do capitalismo era a exploração, agora, a exclusão.

Há espaço para retomar as palavras de Jesus: “como a ti mesmo”. Os mandamentos se resumem. Ele chama o ser para uma auto-análise. Como a ti mesmo! Olhe! Veja! Sinta! Goze! Chore! Coma! Beba! Durma! Acorde! Medique! Suga! Agora, divida! Simpatize-se!

Concluiremos que a dificuldade de sustentar a realidade de que sou eu mesmo o responsável pela catástrofe já demonstra sinais de uma doença muito mais danosa. É mais fácil colocar na conta de Deus e continuar nessa linha crítica: “Por que, Deus? Por quê?”

Será que somos o que somos porque o outro é aquilo que é? Será que haveria mudança no self se o outro agisse na dor alheia? Será que eu mesmo seria outro se o coração fosse sim-pático ao próximo?

O mundo paradisíaco é lenda, é mito se não há luta, se não há protesto, se não há ação por e pela causa do outro.

É claro! O apelo é para que o “si” desista de coisificar o outro crendo que Deus há de socorrer àquele por quem tanto se ora – mas nada se faz. Deus fará? Talvez. Mas ainda desconfio que se o homem não o fizer, continuará sendo responsável pelo grande caos no mundo. Não O advogo, todavia, Deus não pode ter em sua conta este débito. O débito é nosso!

As lições são ainda mais audaciosas no próprio cristianismo, pois é o homem quem deve “suster Deus”:

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. (Mt 25:35,36).

Portanto, o que se noticia no mundo não é uma questão de “Vontade de Deus”, é negligência humana, política, eclesiástica. Deus está distante, esperando, com fome, com sede, nu, perdido... Espera ser servido servindo.

Por: Nelson Lellis
(Conferir outros comentários em http://www.nelsonlellis.blogspot.com/2012/02/vontade-de-deus-pelo-amor-de-deus.html)
Continue lendo...

Entrevista com o Missão e Voz

26/08/2011

Clique na imagem para baixar a entrevista

                                                    Clique e ouça

No dia 12 de Março o Ministério Missão e Voz foi entrevistado pela Rádio Compaz de Itaperuna. Anderson Motta locutor da rádio esteve na sede da Igreja Casa de Oração Cehab e de forma descontraída e abençoada entrevistou alguns participantes do grupo. Esteve também presente o Pr. Waldyr que contribuiu com uma palavra abençoada e de incentivo a esse grupo têm se apresentado para fazer a obra do Senhor. Queremos manifestar o nosso agradecimento a essa maravilhosa rádio que tem sido bênção em nossa cidade.


VEJA AS FOTOS

Pastor Waldyr e o Locutor Anderson Motta


Leandro e Locutor Anderson Motta


Rônia e Wânia


Leandro, Rônia, Wânia e o Locutor Anderson Motta
Continue lendo...

Eu preciso ver Jesus!

08/06/2011

Clique na imagem para baixar a mensagem

                                                    Clique e ouça

Lucas 24.13-31

13- E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.

14- E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido.

15- E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles.

16- Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.

17- E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?

18- E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias?

19- E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo;

20- E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram.

21- E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.

22- É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro;

23- E, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive.

24- E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; porém, a ele não o viram.

25- E ele lhes disse: O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!

26- Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?

27- E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.

28- E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe.

29- E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.

30- E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu.

31- Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
Continue lendo...

Vó Ida - Um coração apaixonado por missões


No dia 23 de Março, O Missionário Dennis, piloto da missão Asas de Socorro, juntamente com o Pastor Waldyr, da Igreja Casa de Oração Cehab estiveram visitando a irmã Annaida Rodrigues. Esta irmã tem 95 anos de idade e é apaixonada por missões. Foram momentos onde pudemos ver a glória de Deus através do marcante testemunho desta irmã que tem sido um exemplo de uma vida envolvida com a obra missionária. No encontro esteve presente também o irmão Abner Rodrigues, filho da irmã Annaida. No encontro, uma das frases citadas pela que irmã que impactou nossas vidas foi: "Que honra para mim, poder receber um missionário em minha casa! Que honra para mim!" Que Deus continue a abençoar poderosamente a vida desta irmã que tem sido bênção na vida de muitos missionários através de suas ofertas e orações.

Nomes da esquerda para a direita:
Pastor Waldyr (Casa de Oração Cehab, Missionário Dennis (Missão Asas de Socorro), irmã Annaida (Casa de Oração Júlio César) e Abner Rodrigues (Casa de Oração Cidade Nova).

Continue lendo...